‘UFMG sem gripe’ monitora circulação de infecções na comunidade universitária

Laboratório da Faculdade de Farmácia testa pessoas com sintomas; projeto se desdobra em pesquisas sobre medicamentos


Às segundas e quartas-feiras, das 8h às 11h, estudantes, professores e servidores técnico-administrativos com sintomas gripais, geralmente associados a influenza, gripe ou covid-19, podem se testar para essas infecções no Laboratório Institucional de Pesquisa em Biomarcadores (Linbio), na Faculdade de Farmácia, no campus Pampulha. Os testes podem ser feitos por pessoas de 18 a 50 anos. Caso os resultados sejam positivos, elas receberão informações sobre os melhores procedimentos a serem tomados ou encaminhadas para atendimento no Posto de Saúde Jardim Montanhês, na região Noroeste de Belo Horizonte, onde atua a equipe de saúde do CT Terapias Avançadas e Inovadoras.

A ação integra o projeto UFMG sem gripe, coordenado pelos professores Mauro Martins Teixeira, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), e Adla Martins Teixeira, da Faculdade de Educação (FaE). A professora Adla, responsável pelas ações de engajamento comunitário e produção de materiais didáticos no âmbito do CT Terapias Avançadas e Inovadoras da UFMG, conta que o projeto está inserido em esforço mais amplo de pesquisa e intervenção em saúde pública que, há quase uma década, atua junto a comunidades e escolas de Belo Horizonte com foco na prevenção de arboviroses e síndromes gripais. 

Além dos testes, o projeto vai promover campanha de divulgação por meio de panfletos, fôlderes e outras ações, processo semelhante ao que foi feito com o Projeto Evita dengue, de 2020. “A UFMG está preocupada com a saúde da comunidade acadêmica e da cidade porque os alunos podem levar as doenças respiratórias para seus avós e pais. O retorno social tem a ver com a nossa responsabilidade de realizar o letramento em saúde dos nossos alunos para melhorarmos a qualidade de vida da comunidade”, conclui Adla. 

Na UFMG, também participam do projeto o professor Renato Santana de Aguiar, do ICB, e Adriano de Paula Sabino, da Faculdade de Farmácia. O UFMG sem gripe tem o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), do Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Universidade de Oxford, do MORU Tropical Health (instituição tailandesa), do Welcome Trust e do Instituto Todos pela Saúde.

Texto acessado em 27 de maio de 2025 e extraído de: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/ufmg-sem-gripe-monitora-circulacao-de-infeccoes-na-comunidade-universitaria

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